Criando os filhos em outro país
- Amanda Lantyer
- 8 de mai. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 25 de ago. de 2025
Viver em outro país pode ser o sonho, o caminho ou a necessidade de muitas pessoas. Mas qual é o legado emocional que sair do próprio país pode causar? Isso será um processo muito particular de cada pessoa e dependente de sua história pessoal.
As nossas emoções, memórias e sentimentos permeiam tudo aquilo que nos rodeia: cheiros, sabores, músicas, idioma, natureza local e pessoas, todos esses elementos são uma bagagem grande que levamos ao nos mudarmos para outro país. As referências de como se relacionar, de como abordar uma outra pessoa, de como cumprimentar entre tantos outros pormenores que no nosso país passam desapercebidos, em um país diferente podem saltar aos nossos olhos. Lidar com o idioma ou o clima diferentes nem sempre é o principal desafio, ao contrário do que muita gente pensa.
Embora para muitas pessoas todo o processo possa ser sentido como uma grande aventura onde a pessoa pode encontrar no outro destino muito do que sentia falta no seu país de nascença, há sempre perdas pelo caminho. Lidar com as perdas pode ou não ser uma questão para um expatriado e isso depende muito de toda a sua história de vida.
Mas e quando a vida no exterior envolve os filhos? As mães e pais expatriados podem sentir dificuldades na hora de comunicarem-se com professores, médicos ou outros profissionais de saúde, por exemplo. Produtos que são comumente usados no cuidado das crianças no Brasil podem não ser facilmente encontrados e muitas substituições podem ser necessárias para remédios, pomadas, comidas e por ai vai. No dia a dia, tantas coisas que já eram facilmente praticáveis no Brasil podem precisar de algum tipo de indicação ou adaptação.
Além disso, as práticas parentais podem variar culturalmente, o que no dia a dia se reflete em diferenças na educação e disciplina, alimentação, rotina de sono, entre outros. Os pais precisarão decidir o que adotarão e o que adaptarão da cultura em que estão inseridos.
Uma mudança de país para uma família pode requerer um período de adaptação gradual em que o diálogo, a flexibilidade e a resiliência serão pontos a serem reforçados entre todos da família. O sentimento de solidão e isolamento pode surgir em qualquer um dos membros, afetando o seu bem-estar mental.
Conhecer outros expatriados que vivem no mesmo local pode ser encorajador e confortante e é uma das estratégias para se começar ou se manter em uma vida fora do país: encontrar uma rede de apoio, tanto para os pais adultos quanto para as crianças ou adolescentes.
Há também aquelas famílias que se formam e crescem no exterior. Parir filhos em outro país pode também trazer muitos medos, questionamentos e dúvidas, naturais nessa fase. As dúvidas irão mudar um pouco a depender de cada um. Será que meus filhos se sentirão pelo menos um pouco brasileiros? Que idioma falaremos em casa? Com que frequência conseguiremos visitar as famílias? Será que um dia devemos voltar pro Brasil? O caminho das respostas deve ser trilhado em conjunto e nem sempre tudo estará claro num primeiro momento.
Seja onde quer que você esteja, há algo que não deve mudar: a sua saúde mental e da sua família precisa ser prioridade, já que sem isso, tudo ao redor pode perder o sentido e o equilíbrio.
´Fazer sessões online de outro país pode esbarrar em problemas com fuso horário, não é mesmo? Costumo conseguir negociar esses horários para brazuca nenhum ficar sem ser atendido. Fale comigo pelo WhatsApp!



